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22 de agosto de 2017Débitos extintos por compensação não podem entrar no PERT
Somente débitos não extintos podem ser incluídos no Programa Especial de Regularização Tributária (PERT). O esclarecimento consta do Ato Declaratório Interpretativo (ADI) nº 5 da Receita Federal, publicado no Diário Oficial da União de segunda-feira (21). O objetivo do órgão é uniformizar entendimentos sujeitos a interpretações divergentes.
Dentre os débitos considerados extintos estão aqueles para os quais o contribuinte pediu a compensação por meio da Declaração de Compensação (DCOMP) ou da GFIP. Na compensação, o contribuinte entra com um pedido de reconhecimento de um crédito em face de um débito que ele mesmo declara. Desde a realização do pedido de compensação, o débito indicado já fica extinto. Por essa razão, é considerado regular, tanto que não impede que o contribuinte tenha uma certidão negativa. A Receita Federal, por sua vez, tem a prerrogativa de, num prazo de cinco anos, analisar se de fato o crédito indicado existe. Por isso, a extinção se dá sob condição resolutiva.
O ADI RFB nº 5 também esclarece que a retificação e o cancelamento de DCOMP estão sujeitos à análise e decisão de um auditor-fiscal. A Receita Federal alerta que não serão incluídos no PERT os débitos que já se encontravam extintos por compensação em 31 de maio de 2017, data da publicação da MP 783. Caso o contribuinte tenha efetuado retificações de DCMP ou de GFIP com o intuito de incluir no PERT os débitos outrora compensados, tal retificação não será considerada, sendo aconselhável que o contribuinte faça nova retificação para retornar à situação anterior.